segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A importância da revisão periódica dos seus investimentos

http://www.blogsgradual.com.br/espacodela/2010/09/20/a-importancia-da-revisao-periodica-dos-seus-investimentos/


Inúmeros produtos, inúmeras ofertas de bancos. Definidos os objetivos aliados às necessidades, feita a sua alocação em produtos de investimentos – poupança, fundos, previdência e/ou títulos – como gerenciá-los então? Faz parte do planejamento financeiro pessoal a apuração de um portfólio interessante de investimentos que possam assegurar a busca de um objetivo em suas finanças. Mas como ter certeza que o portfólio sugerido por um banco, corretora ou consultor de investimentos está adequado aos seus objetivos – estabelecidos na época da sua aplicação inicial – e necessidades?
A regra é fácil e básica. Acompanhamento e revisão periódica.

Assim como tudo na vida, seus objetivos estão em constante evolução com uma velocidade bastante acelerada, seja por uma alteração repentina de planos, ocorrida por uma mudança de emprego, mudança de residência, doença na família ou uma promoção. Com os investimentos a coisa não é diferente. Mudanças podem e devem acontecer quando necessárias e alinhadas aos objetivos estabelecidos. As alterações na economia interna, os indicadores de mercado, perspectivas no cenário internacional são indicadores importantes a serem considerados juntamente com os seus objetivos financeiros.

O questionário de Análise do Perfil de Investidor é uma ferramenta bastante aliada a esta avaliação. Já existem inúmeros sites sobre investimentos que permitem uma simulação ou o preenchimento com resultados. Esta poderá ser uma forma interessante de início de uma revisão periódica. Semestral ou anualmente recomendo este olhar avaliativo sobre os seus objetivos de médio e longo prazos e as suas necessidades financeiras. Preencha um destes questionários e compare com o anteriormente preenchido – de preferência que seja de mesma origem. Juntamente com o seu preenchimento, é necessário reavaliar o horizonte de tempo de investimento e enxergar os riscos das operações efetuadas e planejadas e compatibilizá-los com as suas necessidades e expectativas de investimento. Depois, busque uma orientação, mesmo que seja para ter certeza de que está no caminho certo ou para uma eventual realocação. De duas a três opiniões ou avaliações também poderão te dar maior certeza das escolhas, alocações ou ajustes realizados ou reorganizados. Os grandes bancos possuem consultores de investimentos que poderão auxiliá-lo nesta revisão periódica, assim como consultorias especializadas em planejamento financeiro, que lhe darão um olhar isento de interesse econômico com relação aos produtos bancários.

Deste modo, revise periodicamente seu portfólio e fique sempre de olho nas suas economias. Não é necessário, é claro, tomar decisões baseadas em movimentos pontuais de mercado, mas não deixe de fazer sistematicamente uma avaliação de seus investimentos e a fase da vida em que se encontra e ao que pretende para seu futuro.

Conheça o teste Perfil do Investidor. A nossa parceira, a corretora Gradual Investimentos, disponibiliza o questionário em seu site. Acesse Perfil do Investidor, responda as questões e descubra se o seu tipo de perfil é conservador, moderado ou arrojado. E quais os investimentos mais adequados para seus objetivos.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Saiba mais sobre os fundos de investimento – Parte II






Continuando o post de ontem, vamos a mais dicas para você conhecer melhor cada fundo de investimento e verificar sua compatibilidade com seus objetivos de investimento:

- Entenda a politica de investimento do fundo;

Cada Fundo de Investimento tem um objetivo que pretende alcançar. O Fundo Referenciado DI procura acompanhar a variação da taxa de juros de curto prazo do mercado (CDI/SELIC). Já o Fundo Renda Fixa procura superar a variação da taxa do CDI, compondo sua carteira com títulos prefixados. Os Fundos de Ações Índice acompanham a variação da carteira teórica de ações do índice BOVESPA.

- Você precisa conhecer seu objetivo, horizonte de tempo de aplicação e entender bem como você lida com a relação risco e retorno.

- Verifique as condições básicas das movimentações: valores mínimos de aplicação, de resgate, de permanência no fundo, ou seja, como você fará os aportes, resgates e permanência.

- Conheça os prazos de liquidação e cotização – pois isso mostra a liquidez do recurso, ou seja, ao solicitar um resgate quando terá efetivamente este recurso disponível.

- Verifique a Taxa de administração: lembre-se que o fundo é administrado por uma instituição financeira e portanto, cobra pelo serviço prestado. Avalie atentamente este custo, pois tem um efeito imediato na rentabilidade. Quanto maior a taxa de administração, menor poderá ser o seu rendimento.

- Acompanhe seus investimentos. Consulte periodicamente a rentabilidade, mas não se assuste com movimentos pontuais de mercado. Investimentos de longo prazo tendem a trazer melhor retorno, pois neutralizam movimentos sazonais.

- Consulte seu gerente, consultor ou private banker para obter orientação de como aplicar nas diversas modalidades de investimentos, de acordo com seu perfil e suas necessidades.

- Tenha em mente sempre:

Rentabilidade passada não é garantia de resultado futuro.
Fundos de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, do fundo garantidor de créditos – FGC.
Produto poderá apresentar perdas de capital investido em decorrência da sua política de investimento.
Recomendamos sempre a leitura do prospecto e do regulamento do fundo antes de aplicar seus recursos.

Priscila D´Addio, diretora de operações da FinPlan com 15 anos de experiência no mercado financeiro

Saiba mais sobre os fundos de investimento



Priscila D´Addio, diretora de operações da FinPlan com 15 anos de experiência no mercado financeiro

Escolher o fundo de investimento certo para investir seu dinheiro não é tarefa simples. Muitos produtos possuem nomes bastante complicados – como fundos referenciados, por exemplo – ou então nomes fantasia que não revelam as reais características do produto – é óbvio que o “fundo diamante” vendido pela sua corretora ou banco não foi batizado dessa forma porque investe em pedras preciosas.

Pedir ajuda ao seu gerente às vezes pode não ser produtivo. Os profissionais das agências dos bancos ou corretoras – apesar de Certificados pela CPA10 da Anbid (Associação Nacional de Bancos de Investimento) estão mais familiarizados com termos, como TED, DOC, boleto, fatura, crédito consignado do que a especificidade dos fundos de investimento.

Existem instituições financeiras que oferecem os serviços de consultoria de investimentos e ainda as families-offices com profissionais especializados em investimentos.

O investidor também deve recorrer ao prospecto do fundo ou a lâmina do fundo – muitas vezes disponíveis nos sites das instituições. Desta forma, pode obter mais informações e detalhes práticos do produto, mas nem tudo que estará escrito ali é totalmente entendível. Os termos dos produtos do mercado financeiro, frequentemente, são bastante difíceis e não muito comuns, o que torna o entendimento do produto um tanto quanto complicado.

Veja algumas dicas importantes para entender a essência de cada fundo de investimento e verifique se há coerência com o seu objetivo pessoal de investimento:

- Avalie seus objetivos sempre. Eles mudam ao longo do tempo, dependendo de que fase da vida você se encontra.

- Aprenda com o nome do Fundo. Em geral o nome completo do Fundo já diz muito a seu respeito:

Exemplo: Finplan Equlibrio FIC FIM Longo Prazo. Este fundo de investimento é um FIC ou seja, fundo de investimento em cotas – investe em cotas de outros fundos. Ele é um FIM – Fundo de Investimento Multimercado, cujas políticas de investimento devem envolver vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum – novamente a necessidade de entender a sua relação de risco e retorno. E é um fundo de Longo Prazo, pois o prazo médio da sua carteira de ativos é superior a 365 dias.

- Conheça o administrador e o gestor do fundo. Afinal de contas são eles que darão vida ao seu investimento. Você precisa ter confiança nas instituições ou profissionais que administrarão seus recursos.

Confira mais dicas no post de amanhã: Saiba mais sobre os fundos de investimento – Parte II

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mantenha seu networking ativo (rápido e fácil)

As novas regras do Networking
By Barbara Safani and Louise Fletcher
O, The Oprah Magazine | August 10, 2010

A coach de carreira Barbara Safani e a especialista em currículo Louise Fletcher contam como tirar o maior proveito de seus contatos no mercado atual:

1. Junte-se ao LinkedIn, o qual permitirá a você se conectar ao seus atuais e ex-associados e as suas redes, também. "Neste momento, se você não está no LinkedIn, as pessoas se perguntam por quê", diz Safani. (Recrutadores frequentemente o usam como um banco de dados).

2. Pedido de informações, e não um emprego. "Quando você pedir um emprego, há uma resposta sim ou não", diz Safani ", e ele pode parecer que você está pedindo." Em vez disso, explicar exatamente o que você quer e obter informações sobre outras pessoas que possam ser boas para você para conversar.

3. Esteja na mensagem, o tempo todo. Prepare um discurso sucinto, explicando sobre o que você está procurando e por que você está qualificado. Então, guarde esta mensagem consistente em seu currículo, seus perfis online, e suas conversas. Nunca diga: "Eu vou pegar qualquer." Se o fizer, as pessoas não saberão como ajudá-lo.

4. Seja útil aos outros. "Networking não é apenas algo que você faz quando você está procurando um emprego", diz Fletcher. "Se você ajudar as pessoas sempre que puder, esses favores vão voltar para você quando você precisar deles."

sexta-feira, 30 de julho de 2010



Nessa autêntica guerra dos sexos, elas podem aprender com eles e vice-versa. O homem pode aprender a ser mais prudente e a mulher a conhecer mais opções de investimentos. Para Priscila D´Addio, diretora de operações da consultoria Finplan, o ideal é unir a agressividade deles com a cautela delas.
A junção do impulso masculino e da necessidade de segurança feminina pode resultar em uma carteira interessante para o casal. Mais de um pesquisador levou para casa um Prêmio Nobel de economia ao comprovar que os melhores resultados provêm das carteiras que mesclam um pouco de risco à renda fixa. Devemos procurar contrabalançar tudo na vida?, diz Priscila.

Nº EDIÇÃO: 668 | Bolsa | 23.JUL - 21:00 | Atualizado em 28.07 - 14:42

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Não se julga o livro pela capa!

Nunca devemos julgar um livro simplesmente pela capa ou pela resenha. A leitura, o envolvimento, a digestão de cada capítulo podem dizer muito mais do autor e da sua obra.
Da mesma forma, não se deve avaliar um investidor somente pelo portfolio de investimentos que ele tem num determinado momento da sua vida!

Quem disse que ter R$ 50 mil aplicados em poupança faz deste cliente um investidor com perfil conservador??
Talvez este cliente tenha um plano a curto prazo como a compra de um carro e tenha escolhido este produto pela isenção de impostos na movimentação, além da sua facilidade de liquidez! Na pior das hipóteses, podemos imaginar que o gerente do banco no qual o cliente possui o tal investimento, não tenha atentado para a importância de se aplicar o questionário de análise do perfil do investidor e a adequação do portfolio do cliente. Além da necessidade recorrente de manutenção do relacionamento com o cliente.

Novamente trago a questão para a nossa análise e atenção.

Os perfis de investidor, em geral, são definidos assim:

O conservador tem baixa tolerância a risco, já que pode necessitar de recursos no curto prazo. Os investimentos, portanto, devem ser igualmente conservadores. O moderado busca retorno diferenciado no médio prazo e está disposto a correr algum risco. Tem baixa necessidade de liquidez no curto prazo e disponibilidade para diversificar suas aplicações em alternativas arrojadas. Mas, também para estes, não se recomenda a aplicação diretamente no mercado de ações.

O investidor de perfil arrojado tem alta tolerância a risco, baixa ou nenhuma necessidade de liquidez no curto e médio prazos e está disposto a aceitar oscilações do mercado. Estes estão aptos a aplicar uma parcela maior do patrimônio em fundos multimercados e de ações, conjugados investimentos conservadores.

Em geral, esta classificação atende razoavelmente a maioria dos clientes que possuem investimentos em bancos de varejo, já que se imagina que o gerente da agencia não consiga administrar cliente a cliente pelos inúmeros produtos bancários que precisa “vender”! Estes gerentes recebem listas de clientes elaboradas pelos CRMs dos bancos e seguem um script de venda predeterminado para ajuda-los no cumprimento das suas metas.

Já quando se fala de segmentos mais personalizados nos grandes bancos ou instituições financeiras especializadas, como butiques de investimentos, o alinhamento constante dos perfis de investidor aos portfolios dos clientes, possibilita uma administração eficiente da carteira dos clientes e consequentemente maior eficiência na obtenção dos resultados esperados. Esta prática é adotada periodicamente e como filosofia do relacionamento com os seus clientes, pois traz aspectos importantes da vida do cliente que proporcionam contatos constantes com o cliente, e consequentemente manutenção natural do relacionamento.

A análise superficial ou momentânea de um portfolio não traduz a verdade das necessidades de cada cliente no seu ciclo de vida. O relacionamento do gerente, consultor ou officer com o seu cliente deve ter o interesse genuíno da parte ofertante, pois só assim esta relação poderá ser duradoura e o mais importante: positiva para os dois lados.

domingo, 11 de julho de 2010

Resistencia e Flexibilidade profissional levam ao sucesso

http://mulher.terra.com.br/interna/0,,oi3869118-ei4790,00.html

Se você desconhece o conceito de resiliência, é hora de aprender, pois as empresas procuram cada vez mais profissionais com essa qualidade. A ideia vem da engenharia e pode ser definida como a resistência e a flexibilidade necessárias para que uma edificação não desabe com as forças da natureza, como furacões ou tremores de terra.

"Quando transportamos esse conceito para o capital humano, falamos de profissionais que sabem lidar com as adversidades da vida moderna mantendo-se equilibrado", explica Priscila D´Addio, gerente de Novos Negócios e Relacionamento de uma empresa de consultoria especializada em gestão estratégica de recursos humanos. Ou seja, ganham pontos aquelas pessoas que têm uma atitude positiva ou veem uma nova oportunidade nas adversidades.

Essa competência, segundo a gerente, está cada vez mais sendo valorizada pelas empresas, especialmente a partir do final do ano passado com a acentuação da crise financeira mundial. "As corporações procuram profissionais que resolvam e tragam soluções", afirma.

Mas como identificar um resiliente? É fácil, segundo Priscila: "Com atitude de predisposição em geral, tem uma resposta a qualquer estímulo no sentido de agregar, procurar soluções. Dificilmente se coloca numa postura negativa". Ou seja, se acontece um contratempo na empresa, o profissional leva o problema ao seu superior, mas já propõe uma solução.

Carreiras
Resiliência não é uma palavra muito conhecida, mas pode fazer parte do dia a dia de todos, a exemplo do trânsito nas grandes capitais, que requer uma boa dose de flexibilidade e atitude positiva. Porém, como os profissionais passam a maior parte do dia no trabalho, é nessa esfera que se pode praticar com maior intensidade esse conceito. Segundo Priscila, algumas carreiras valorizam mais essa competência:

- Negócios em áreas comerciais. Nesse momento, as negociações tendem a ser mais longas, com contrapropostas, e é necessário ter paciência e perseverança para não desistir e fechar o negócio.

- Mercado financeiro, área em que o ambiente instável pode levar ao negativismo. O profissional precisa saber tirar proveito das baixas e altas das ações, sem deixar se contaminar pelos boatos e previsões negativas.

- Contratação de profissionais. As empresas estão mais exigentes, procurando o profissional ideal para resolver os problemas e driblar a crise. Tanto a empresa como o candidato precisam ter flexibilidade para perder um pouco aqui e ganhar ali. Exemplo: o candidato pode abrir mão de um salário maior, mas, em contrapartida, a empresa oferece benefícios ou prêmios por produtividade e cursos de reciclagem.

- Transição de carreira. Nessa fase, o profissional desempregado pode passar por processos seletivos que se alongam muito, o que gera ansiedade. Nesse caso, é preciso ser resiliente para se adaptar ao tempo e controlar a ansiedade. Quando a vaga não é alcançada, ele não deve tomar a situação como um ponto negativo do seu perfil, e sim uma circunstância do momento.

Treinamento
Para desenvolver a resiliência, Priscila sugere buscar o autoconhecimento para detectar situações que estressam mais do que outras. "Se o profissional precisa apresentar um relatório, mas sabe que fica nervoso durante a exposição, deve se preparar, cobrir todos os assuntos", explica.

Antecipar as situações, portanto, é o grande caminho. Na situação descrita acima, por exemplo, o profissional deve se perguntar: "Se me fizerem tal pergunta, o que posso responder?". Com isso, as situações estressantes diminuem e ele começa a desenvolver a resiliência.

Imagem pessoal - sucesso na carreira



Veja algumas dicas de como transmitir uma boa imagem pessoal e comportamental.

O sucesso profissional muitas vezes é medido pela imagem e marketing pessoal. Independentemente da idade, cargo ocupado ou função desempenhada, o marketing pessoal é uma ferramenta indispensável para a concretização do projeto de vida e de carreira.

Não se pode negar que nossa sociedade é cada vez mais visual. Segundo dados do Professor PhD Albert Mehrabian, pioneiro na compreensão da comunicação desde 1960, após uma conversa, o que mais se destaca em uma pessoa é a sua aparência e as suas ações (55%). A maneira de se expressar vem em seguida (38%), e só depois é que aparece o conteúdo (7%).

Esses dados confirmam que a imagem pessoal tornou-se um dos aspectos que realmente contribuem para o sucesso em todas as áreas de trabalho. Porém, ela não é medida somente pela roupa que vestimos, pelo relógio que usamos, pelo notebook que trabalhamos e muito menos pelo carro que andamos. A energia positiva e o entusiasmo, pelo que se quer e pelo que se faz, transmitidos na imagem pessoal, na voz e no posicionamento do profissional, são fatores que também influenciam no sucesso.

Para saber como transmitir uma boa imagem pessoal e comportamental, veja algumas dicas:

- Consciência corporal: uma postura correta transmite a impressão de segurança e confiança ao entrevistador;

bevite falar perto e/ou alto demais, não use o gerúndio; evite expressões de novelas ou populares, e nunca use palavrões e gírias;

- Modismos: atenção aos modismos de brinco, fivelas e piercing. Discrição e o bom senso têm que prevalecer;

- Maquiagem: mulheres podem aproveitar da maquiagem aos 20 anos, fazer alguns pequenos corretivos aos 40 anos e sofisticar aos 50 anos;

- Acessórios: cuidado com relógios e pulseiras; utilize sapatos apresentáveis, nunca use meias brancas ou desfiadas;

- Cores: tente usar cores discretas e neutras. Tenha roupas bem acabadas e estruturadas. Invista em bons tecidos – algodão de preferência;

- Roupas: cuidado com o comprimento das saias; evite os decotes, as transparências e os babados;
Celular: sempre desligado em reuniões; se precisar deixar ligado, informe que está aguardando uma ligação; sempre se identifique e pergunte se a pessoa pode atendê-lo antes de iniciar a conversa; cuidado com os toques engraçados;

- Cuidados com os cabelos: mulheres devem estar sempre com o cabelo bem cortado e procurar não movimentá-los muito; homens devem ter atenção com a barba, tem que estar bem aparada.

- Cartão de Visita: sempre na horizontal. Ao recebê-lo dê atenção e não brinque com o cartão. Leia e valorize o que recebeu. Em geral é melhor entregar no final, se não contiver o celular, anote-o.

- Ao telefone: sempre sorria, a pessoa do outro lado perceberá a sua postura simpática. Não fale alto demais, evite fofocas, seja breve.


É importante trabalhar as boas maneiras que fazem parte das ações de comunicação dos profissionais e podem contribuir na melhoria do marketing pessoal. Eis algumas questões que são utilizadas para trabalhar a apresentação pessoal dos profissionais:

1 - Qual é a imagem exigida pela carreira ou pela posição que você está querendo?

2 - A sua imagem pessoal corresponde, nesse momento, à imagem adequada à nova carreira?

3 - Em caso contrário o que será preciso fazer para auxiliá-lo a assumir a imagem adequada à sua nova carreira?

4 - Você se pergunta quem vai encontrar e o que vai fazer antes de se vestir?

5 - Você acha que tudo aquilo que veste envia uma mensagem - seja positiva ou negativa?

6 - Quais são suas impressões sobre alguém que acabou de conhecer?

7 - Quais são os padrões que influem na formação de suas opiniões sobre um profissional?

Com essas questões o profissional pode exercitar suas ações, cuidar da imagem e desenvolver um marketing pessoal, estratégias fundamentais para se destacar no mercado de trabalho.

Por Sabina Donateli (consultora de imagem profissional da Career Center) e Priscila D´Addio (gerente de Novos Negócios e Relacionamento da Career Center)
HSM Online
05/10/2009

Twitter pode ser aliado na busca de vagas



Elas chegam sem pedir licença e não se importam caso você não consiga entendê-las. As redes sociais, antes usadas apenas para contatar amigos, agora assumem novas funções: marketing de produtos, divulgação de eventos e repercussão de fatos do noticiário. Por que não o anúncio e a busca de vagas profissionais?

O Twitter, ferramenta de microblog que permite aos usuários postarem suas novidades em tempo real, já tem entre seus membros consultorias de recrutamento e seleção. O precursor nessa experiência é o Grupo Foco, que tem perfil definido desde março deste ano. “Já contratamos candidatos que souberam da oportunidade através de nossas postagens”, lembra Eline Kullock, presidente da empresa.

Outra consultoria que está na rede é Career Center. A gerente de Novos Negócios e Relacionamento, Priscila D´Addio, acredita que seguir o Twitter de empresas e de especialistas ou publicações voltados para executivos é interessante para saber quais são os temas ou notícias importantes e que trazem relevância a empresa.

Também é interessante observar que os twitteiros exploram a ferramenta de acordo com o perfil dos seguidores. A Cia de Talentos, por exemplo, anuncia vagas; o CanalRh faz postagens com links que direcionam o usuário às reportagens do site; o Ministério do Trabalho disponibiliza notícias que sejam do interesse do trabalhador e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) atualiza a rede com dicas de cursos e eventos.

Apesar de as consultorias e os interessados em garantir seu lugar ao sol estarem no Twitter, as corporações não parecem tão atraídas pela novidade. As vantagens de não se ter gastos nos acessos e postagens de vagas e a rapidez com que a oportunidade chega aos usuários não parecem ser suficientes para convencer as empresas a participarem da rede.

“Nós precisamos estar atentos ao mercado e nos atualizar. Afinal, o recrutamento pelas novas mídias veio para ficar”, assinala Eline. Segundo ela, esse contato com os candidatos auxilia na seleção, mas não substitui de forma alguma a entrevista.

Resistência e segurança

O fato de o Twitter pertencer a um ambiente onde a segurança das informações não é garantida está entre as principais razões da resistência das corporações, ainda ausentes na mais nova rede social. Exemplo disso é a situação enfrentada hoje por uma grande empresa do setor automotivo, que evita comentar o assunto, mas admite uma discussão interna sobre o Twitter. Isso porque a ferramenta possui um perfil com o nome da empresa, atualizado regularmente, e a corporação sequer autorizou a inclusão ou alimentação do perfil na rede.

Por se tratar de um recurso da Internet, a diretora executiva da consultoria Lens & Minarelli, Maria Giuliese, acredita que, a partir dessa informação, é possível estabelecer o perfil dos candidatos que estão na rede. Para ela, a plataforma é voltada para pessoas no início da vida profissional, visto que a exposição é grande. “Os executivos devem acessar as vagas, mas tomar cuidado ao se expor para não serem abordados de forma indevida”.

Ao avaliar a atuação de Twitter no anúncio de vagas, a consultora do Grupo Foco observa que o retorno maior é por parte dos jovens, não havendo até o momento resposta significativa dos executivos. As consultoras dividem a mesma opinião e aconselham: todos devem tomar cuidado ao expor seus dados nas redes sociais.

Brasil é o quinto no ranking

Recentemente, a Sysomos Inc, empresa norteamericana com foco na análise de mídias sociais, realizou uma pesquisa junto a um universo de 11,5 milhões de usuários sobre o comportamento de quem está no Twitter. Mesmo tendo sido lançado em 2007, nos Estados Unidos, apenas nos primeiros cinco meses deste ano aconteceram as adesões de 72,5% dos atuais usuários.

Algumas informações reveladas pela pesquisa dão a medida da fragilidade da nova rede em termos de conexão, como, por exemplo, o dado de que 85,3% de todos os usuários da ferramenta postam menos que um update por dia. Para completar, cerca de 21% do total jamais fizeram uma publicação e 93,6% dos twitteiros têm menos de 100 seguidores.

Ainda em relação às estatísticas, a divisão de seguidores por gênero é equilibrada, com a presença de 53% de representantes do sexo feminino, contra 47% de homens. O Brasil aparece como o quinto País no ranking de usuários.

Dono de um dos perfis mais seguidos no Twitter, o jornalista Marcelo Tas entrou na rede em 2007 e acumula cerca de 103 mil seguidores. Para ele, o diferencial da plataforma, comparado com outras redes sociais, é a rapidez para espalhar e capturar notícias. "Como o autor não tem controle dos comentários, o Twitter é mais transparente do que o blog, por exemplo". Ele acredita que os políticos têm muito a ganhar com o twitter, mas que terão que se adaptar a um fato novo. "O público quer falar, criticar, colaborar e ser ouvido. Este é o verbo mais importante para quem quiser popularidade e usar com eficiência o Twitter: ouvir seus seguidores!"

Redes sociais substituem classificados e ajudam na busca por emprego



Na era da web 2.0, a procura pelo emprego vai além do velho caderno de classificados. Produzir um vídeo-currículo, ter um blog e navegar pelo Orkut e Twitter podem aumentar as chances de ser selecionado para uma entrevista. No entanto, o bom senso no conteúdo exposto é o que pode garantir a vaga, segundo especialistas de Recursos Humanos.

“As empresas não olham apenas onde as pessoas estão, mas de que forma participam das discussões e se seus comentários são pertinentes”, afirma a presidente da consultoria em RH, Grupo Foco, Eline Kullock.

A busca de vagas na web pode acontecer de duas maneiras. Na primeira, navegam em busca de perfis com conteúdo relevante, consultam diretamente redes sociais voltadas executivos, como LinkedIn, ou vão atrás de informações sobre candidatos que estão em uma fase adiantada no processo de seleção.

Na outra, o nível de exposição depende do próprio internauta. Quanto maior for sua participação online, mais rápido ele saberá das oportunidades que aparecem pela web.

Seja em redes abertas ou segmentadas a visibilidade é o grande diferencial. De olho nos nichos de assuntos disponíveis, consultorias em recrutamento de diversos setores se infiltram cada vez mais na rede para encontrar potenciais candidatos. Leva vantagem quem estiver familiarizado com as tendências digitais.

Uma pesquisa divulgada no ano passado nos Estados Unidos pelo site Career Builder com 3.169 funcionários da área sobre o tema revelou que 22% deles considera redes de relacionamento locais onde é possível encontrar talentos.

“Hoje vemos RHs que já buscam na rede. Eles mesmos tem a proatividade de ir atrás disso”, conta a gerente de Novos Negócios e Relacionamento da Career Center, Priscila D´Addio.

Mesmo com a disseminação de novas possibilidades para a prática do “marketing pessoal”, departamentos de RH ainda privilegiam a entrevista presencial, segundo gestores. O contato online é entendido como um filtro para encontrar os candidatos que serão encaminhados aos processos de seleção das empresas. “A entrevista cara a cara nunca vai ser substituita, pois é uma forma de contratação mais direta”, diz Eline.

10 milhões de empreendedores


Esse é o número de brasileiros que abrem empresas visando uma boa oportunidade de mercado e de impulsionar a carreira. Pela primeira vez o número ultrapassa aqueles que se aventuram por necessidade

Divulgação
Equipe da Full Interactive: com apenas dois anos, agência já tem faturamento previsto de 800 mil reais para 2009

Ser dono do próprio negócio é o objetivo de um crescente número de profissionais brasileiros, seja para evitar eventuais cortes nas empresas ou para pôr em prática uma ideia considerada inovadora, como o empresário Gabriel Tosi, de 28 anos. Ele largou a carreira de redator publicitário para criar a agência de assessoria de imagem em mídias sociais Full Interactive (leia essa e outras histórias de empreendedores aqui). Segundo consultorias de recursos humanos ouvidas pelo Portal EXAME, essa é uma boa alternativa para impulsionar a carreira. "Geralmente, quem pensa em abrir um negócio próprio quer fugir da insegurança que ronda o ambiente corporativo de hoje", afirma Priscila D´Addio, gerente de relacionamentos e novos negócios da Career Center. Dos clientes que procuram a consultoria para transição de carreira, 12% optam pelo negócio próprio.
Um levantamento recente realizado pela consultoria DBM mostra que o número de profissionais que optaram por abrir o próprio negócio no primeiro bimestre de 2009 superou em quatro vezes o total verificado no mesmo período do ano passado. Em comparação com o último bimestre de 2008, o salto foi de 80%, o que mostra uma tendência em aceleração.
Brasil empreendedor
O potencial empreendedor brasileiro foi medido em pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM). O estudo, no qual o Brasil figura na 13ª posição entre 43 países, constatou que pela primeira vez no país os chamados "empreendedores de oportunidade" - aqueles que enxergam um novo nicho de atuação e planejam minuciosamente a abertura do negócio - ultrapassaram os "empreendedores de necessidade" - os aventureiros que não têm planejamento prévio e acabam fechando o empreendimento pouco tempo após sua abertura. Segundo o GEM, a razão oportunidade/necessidade ficou em torno de 2,03, atrás apenas da França (8,35) e dos Estados Unidos (6,86).
O Brasil conta hoje com 14,6 milhões empreendedores, o equivalente a 12,6% da população adulta - ou um empreendedor para cada 13 habitantes. Do total, quase 10 milhões são considerados "empreendedores por oportunidade". O destaque fica para os jovens brasileiros – os mais empreendedores do mundo. Tanto entusiasmo leva um número cada vez maior de pessoas a decidirem trabalhar por conta. Segundo o Sebrae, hoje o país conta com 5 milhões de pequenos e médios negócios - o equivalente a uma empresa para cada 37 habitantes. Para 2015, calcula-se que o Brasil terá uma empresa para cada 24 habitantes, atingindo um nível similar às economias desenvolvidas da Europa. "As pequenas e médias empresas já contribuem com 20% do PIB brasileiro", diz Ricardo Tortorella, diretor-superintendente do Sebrae-SP. Por isso as PMEs se tornam cada vez mais importantes não só para o trabalhador, mas também para a economia do país.
O empreendedor brasileiro
A pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor ouviu 2 000 pessoas de cada um dos 43 países participantes. Entre os brasileiros:
- 49% afirmam ter as habilidades e conhecimentos necessários para liderar o próprio negócio
- 44% veem boas oportunidades de começar um negócio próprio em seis meses
- 26% espera abrir nos próximos três anos
- 12% estão em estágio inicial do negócio
Além disso, outro fator pode incentivar ainda mais a abertura do negócio próprio: a lei complementar 128/08, que entra em vigor a partir de 1º de julho. A nova norma altera a legislação das pequenas e médias empresas, acrescentando o Microempresário Individual (MEI), que tem renda anual de até 36 000 reais - incluem-se aí cabeleireiros, doceiros e manicures, por exemplo. A lei pode - e vai - beneficiar os 10,3 milhões de trabalhadores informais que se encaixam nesse perfil. Para o governo isso é positivo. Com o aumento da base de trabalhadores legais, mais impostos serão arrecadados. Em contrapartida, eles terão benefícios como aposentadoria por idade ou por invalidez, seguro por acidente de trabalho e licença-maternidade.
O estudo do GEM aponta também alguns dos melhores mercados para investir nos próximos anos. No setor de serviços - o mais promissor - lideram as atividades de informática, mas há espaço para novos bares, lanchonetes e centros de estética, por exemplo. No comércio, os destaques são para os segmentos de materiais e equipamentos para escritórios, autopeças, quitandas, avícolas e sacolões. Na indústria, se destacam os ramos de fabricação de máquinas e equipamentos, edição e gráfica e confecção de artigos de vestuário - historicamente esse segmento vem puxando o bom desempenho da indústria nos pequenos negócios.
Cuidados antes de abrir um negócio
Apesar de o país apresentar um vasto campo de oportunidades, é preciso ter cautela. Quem deseja iniciar um negócio próprio deve estar ciente dos riscos e planejar cuidadosamente o novo empreendimento. É aí que entram as consultorias especializadas para dar apoio aos empreendedores e traçar um detalhado plano de negócios. "Muita gente chega sem conhecimento do mercado que quer entrar. É preciso estudar a viabilidade do negócio, os concorrentes e ter uma visão global", diz João Marcos, consultor de empreendedorismo da DBM. "É preciso ter pé no chão, ter clareza de suas limitações e saber onde é preciso melhorar."
Para abrir um negócio, é preciso também estar disposto a enfrentar a burocracia. Em estudo recente elaborado pelo Banco Mundial, o Brasil ocupa a 125ª entre 181 países sobre a facilidade de começar um empreendimento. Em média, é preciso enfrentar 18 procedimentos burocráticos e esperar 152 dias até conseguir estruturar o negócio. Mas, de acordo com João Marcos, é preciso ter cuidado ao analisar esses dados. "Há dificuldades como a burocracia e restrições ao crédito apesar de termos melhorado. Mas em alguns casos, como o do comércio, isso é mais fácil e rápido. Depende do número de órgãos envolvidos para autorizações. É diferente abrir uma lanchonete e uma indústria química. O importante é não deixar a burocracia se tornar um desestímulo", diz ele. E pelo número de empreendedores no Brasil, essa aparente barreira não é um impedimento. Basta ter um planejamento completo, estar disposto a correr riscos e investir dinheiro do próprio bolso - algo que 70% dos empreendedores faz.

Era digital: cuide de sua imagem nas redes sociais

Era digital: cuide de sua imagem nas redes sociais


Em São Paulo - 2009
Orkut, Facebook, Twitter. Como essas redes podem interferir na carreira de um profissional? Aliás, o que elas têm a ver com carreira? Acredite, muito mais do que imaginamos e do que tinham há alguns anos. Hoje, mais que uma rede de contatos com amigos de infância, do trabalho e da escola, esse espaço social passou a ser utilizado por profissionais de Recursos Humanos – para buscar, avaliar e até mesmo conhecer um “outro lado” de candidatos.
O currículo diz um pouco, as experiências, escolaridade e idiomas mais um pouco e as redes sociais completam o dossiê sobre o profissional, que é finalizado com entrevistas pessoais. Isso ainda não é uma regra, mas há grandes chances de vir a ser, afinal é cada dia mais comum. “Nos Estados Unidos já é muito recorrente e no Brasil, apesar de estar no início, já pode ser percebido de maneira bastante expressiva. Já entramos nessa era”. Muitos selecionadores têm utilizado as redes e conseguido mais assertividade nos processos de seleção.
Big brother
Imaginar que as empresas estão de olho na sua página pessoal pode assustar, mas a informação deve servir como um alerta – tudo que se faz no mundo virtual é público e pode ser visto por qualquer um. “Antes de fazer qualquer coisa na Internet tem de pensar: eu faria isso à luz do dia, com todo mundo olhando? Se a resposta for não, então não faça. Se não quer que seja divulgado, não escreva, não publique, porque depois que cai na rede, esconder se torna quase impossível”, afirma Edney Souza, diretor de operações da Polvora! Comunicação – empresa especializada em mídias sociais.
Edney Souza – Foto: Renato Targa/DivulgaçãoComunidades como “eu odeio trabalhar”, “todo chefe é mala”, “odeio a empresa x” podem parecer ingênuas, afinal o que os amigos vão achar de errado nisso? Mas a escolha de participar ou não delas deve ser avaliada com cuidado, principalmente por aqueles que estão em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho. “O recrutador pode entender que se a pessoa tem coragem de entrar na comunidade ‘eu odeio o meu chefe’, também terá coragem de sair falando do gestor pelos corredores da empresa”, alerta Eline Kullock, presidente da Foco Futuro.
“Nós vendemos nossa imagem o tempo todo. Hoje em dia, não adianta mais só fazer uma boa faculdade e falar muito bem inglês, já tem muita gente que faz isso. O profissional precisa se diferenciar de outras maneiras – nas redes sociais que participa, nas comunidades, nos comentários que faz”, aponta Eline. Para ela, o currículo consegue maquiar alguns aspectos relevantes do profissional, mas utilizando essas ferramentas o recrutador apura com mais precisão.
O seu perfil nas redes
Diante dessa nova realidade de comunicação e exposição, é preciso tomar alguns cuidados básicos para não sair prejudicado. Além da atenção redobrada na escolha dos grupos que fará parte, o ideal é dar manutenção aos perfis criados nas redes – um blog, por exemplo, precisa ser alimentado sempre. “A ideia de ter um blog é muito boa, mas tem de ter disciplina para manter esse material vivo, sempre atualizado. Mais que um conteúdo atrativo, é preciso ser constante”, diz Priscila D’addio, consultora da Career Center. Ela afirma que conteúdos parados na web demonstram falta de persistência do profissional.
Ainda nessa linha, Edney explica que cada rede tem um alcance e um objetivo, então se a intenção é favorecer o networking em termos de carreira, é preciso perceber qual melhor atenderá essa necessidade, antes de criar perfil em todos os sites possíveis. “Não adianta estar nas redes por estar, é preciso ter condições de gerar um bom conteúdo e ter público para isso”, aponta. Ele diz que algumas redes são menores, mas atendem mais o foco da carreira. Uma rede grande como o LinkedIn, por exemplo, é muito interessante para manter o networking, mas não se enquadra a qualquer profissional. “Geralmente são profissionais mais seniores, mais lapidados”, complementa Flávia.
As redes a seu favor
Ter perfil em um ou mais sites e até mesmo manter um blog não significa que você esteja fazendo networking, a interação é indispensável para isso. “Não é o volume de contatos que vai dizer se você é bem relacionado ou não. A qualidade do relacionamento que mantém com essas pessoas que pode fazer a diferença”, alerta Flávia. Manter contato, trocar informações pode ajudar a criar um vínculo maior. “A indicação de artigos, a troca de dados, enfim, toda forma de contato propicia a aproximação com outros profissionais”, completa Priscila.
Priscila D’addio - Não seguir essa tendência pode significar atraso para a carreira. Por isso, os especialistas garantem: as redes socias podem ser uma ótima vitrine profissional, basta saber utilizá-las.
Quanto aos seus perfis pessoais, cheque com atenção e varra tudo aquilo que for inadequado. O bom senso por parte das empresas e dos profissionais faz toda diferença nessa relação vida, carreira e redes sociais. “A empresa tem de saber que vai encontrar preferências pessoais que nada interferem ou têm a ver para a organização, e o profissional também não pode pegar pesado, não participar de comunidades muito agressivas para o ambiente de trabalho. Quando existe esse equilíbrio, as redes sociais só tendem a ajudar os dois lados”, finaliza Edney.

As dez lições para você gerenciar melhor a sua carreira.

As carreiras, como os foguetes, nem sempre são lançadas conforme o programado. O segredo é continuar a trabalhar nos motores."

                                           (Gary Sinise)

O executivo faz o que as empresas especializadas em recursos humanos chamam de gerenciamento de carreira. Afinal, definir claramente e perseguir metas de carreira são, atualmente, atribuições de cada profissional e essenciais para manter-se competitivo no mercado de trabalho. É preciso reavaliar projetos de curto e longo prazo para alinhá-los ao momento pelo qual a carreira está passando.

Priscila D'Addio, gerente de novos negócios da Career Center - 2009, sugere prestar atenção em dez aspectos que fazem diferença na gestão de carreira:



01) Onde você deseja chegar?
O primeiro passo para conquistar o mercado de trabalho é saber aonde quer chegar, em quanto tempo e o que deve fazer. Por isso, trace objetivos e metas de curto, médio e longo prazo. Tenha um projeto de carreira.


02) O autoconhecimento é muito importante:

Ter em mente os seus resultados, as suas competências e os seus pontos fortes aumentam as suas chances de se sobressair no mercado de trabalho e tornar-se mais confiante. Reflita sobre as suas atitudes e busque a proatividade em relação ao seu desenvolvimento pessoal e profissional.


03) Reavaliar seus objetivos e metas periodicamente:

Como o mercado muda constantemente, os seus objetivos e metas também. Desta maneira, é extremamente importante reavaliá-los periodicamente. Verificar se estão condizentes com o que espera conquistar. Revisite o seu projeto de carreira sempre, adaptando a trajetória quando necessário.

04) Atualização
:

Preste bastante atenção e faça um acompanhamento constante do mercado profissional em que está inserido ou em qual tem interesse em entrar. Além disso, procure cursos do seu interesse. Não pare de se atualizar. Busque a capacitação constante para assumir novos desafios.

05) Networking:

Manter os seus contatos sempre atualizados é muito importante. Resgate os seus cartões de visitas ou, a partir de agora, comece a abrir e estreitar canais de relacionamento. Ferramentas online e as redes sociais favorecem esta troca e o contato periódico.
06) Marketing pessoal:
Tenha a consciência das suas competências, habilidades e resultados; isto faz com que você se sinta mais seguro para praticar o seu marketing pessoal. Invista na comunicação pessoal. Conheça o seu estilo e os demais - isso facilitará a empatia. Cuidado com as atitudes. Não hesite em tomar atitudes diferentes, mas positivas, até que se tornem habituais. Busque exercitar habilidades políticas, elas ajudam a se comunicar de forma adequada com o público certo, além de saber ouvir e ficar quieto quando necessário.

07) Currículo sempre atualizado
:

Com os resultados alcançados por período, conciso e objetivo, faz toda a diferença no seu marketing pessoal.

08) Ser prevenido:


Esteja atento à leitura do contexto de mercado e da organização. Esteja preparado para mudar de atitude, com a finalidade de acompanhar os movimentos de mercado ou da própria empresa.

09) Ser flexível
:

As empresas buscam profissionais que tenham flexibilidade para desenvolver diferentes atividades e conviver com situações inusitadas. Ao ser flexível você pode ter novas oportunidades de atuação e ampliar de seus conhecimentos.

10) Trabalhar em equipe:


É uma das competências indispensáveis para a carreira. Todas as empresas procuram profissionais com facilidade de lidar e trabalhar com outras pessoas.
Caros amigos leitores, finalizo este artigo com essa frase de Ciro Bottini:
"As pessoas gostam de ser ouvidas, sentem-se importantes quando você mostra interesse pelo que elas têm a dizer, é uma maneira de demonstrar respeito. Sabendo ouvir mais, você vai entender melhor e terá mais tempo para elaborar uma boa proposta."

Dificuldades da Mulher

Dificuldades da mulher

Confira entrevista exclusiva com Priscila D’Addio, diretora de operações da FinPlan e colunista aqui do Espaço Dela.
A entrevistada  discute sobre as principais dificuldades que as mulheres enfrentam quando o assunto é planejamento financeiro e as características que favorecem e prejudicam as mulheres na hora de investir. Ela ainda explica o que é o perfil de investidor e quais as diferenças deste tipo de perfil que homens e mulheres apresentam.







http://www.blogsgradual.com.br/espacodela/2010/04/15/dificuldades-da-mulher/

Homens e Mulheres são diferentes na hora de investir

http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/mulheres-e-homens-nao-investem-da-mesma-maneira-04029C3570E4A99346?types=A&

http://mais.uol.com.br/view/2959859

A adequação do perfil do executivo


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Escrito por Priscila D'Addio*   2009
01_03_02Temos observado, através da mídia e das organizações, que o cenário nacional e internacional, ora de crise, ora de crescimento, representa um grande desafio para as empresas, principalmente no que diz respeito à gestão de talentos. São muitas as questões que se formulam e velozes são as mudanças nestas respostas:
• O que as organizações esperam de suas lideranças?
• Como preparar e gerir talentos de alta performance?
• Como envolver o capital humano na direção das estratégias e demandas do negócio?
• Como alinhar o perfil do executivo às demandas do negócio?
A grande maioria das empresas apresenta dificuldades para atrair e reter talentos, com competências específicas. A análise de competências e perfis específicos dos funcionários é a ferramenta necessária para as empresas alcançarem resultados no curto prazo.
A 'Rota de Desenvolvimento' é um conceito que vem sendo cada vez mais utilizado. É uma prática na qual a empresa identifica as carreiras existentes nos seus diferentes níveis ou estágios de maturidade, baseados em competências e desempenho dos seus colaboradores. A ampla análise de perfil e competências do profissional, alinhada à 'Rota de Desenvolvimento' , torna as empresas capazes de identificar a existência de gaps e, dessa maneira, os colaboradores são estimulados a se autodesenvolver, uma vez que os programas de capacitação oferecidos pelas empresas podem não atender de modo pleno as demandas de desenvolvimento.
Assim, para que o executivo ou o talento alcance a alta performance desejável e a adequação à estratégia de negócios, aos valores e à cultura das empresas é preciso aliar o desenvolvimento do conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes frente às demandas atuais e futuras do negócio.
O mercado pede perfis mais abrangentes, que tenham visão estratégica e habilidades multifuncionais. A capacidade de aprender e a constante lapidação das competências são estratégias fundamentais para o êxito dos executivos. Além da busca por MBAs, cursos de pós-graduação e de extensão, os profissionais devem ficar atentos a tudo que se relaciona ao negócio com o qual eles estão engajados (artigos, livros, palestras, seminários, congressos etc.). Com isso, sempre poderão sair na frente.
A constante reflexão de carreira deve ser uma prática, pois as exigências das organizações apontam cada vez mais para a necessidade de diferenciais competitivos no capital humano para atender as expectativas do mercado globalizado. Foco no negócio passou a ser imprescindível.
*Priscila D'Addio - É gerente de relacionamento e novos negócios da Career Center.

REDES SOCIAIS GANHAM IMPORTÂNCIA COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO E NETWORKING

Muitos profissionais mergulharam de cabeça na onda das comunidades virtuais em busca de desenvolvimento e para fazer networking. Mas como estas ferramentas podem auxiliar?
Os meios de comunicação eletrônicos revolucionaram o modo como nos relacionamos, graças à facilidade do uso, à rapidez e à instantaneidade que eles trouxeram. Hoje, inúmeros sites de relacionamento nos permitem encontrar pessoas com os mesmos interesses e afinidades. No mundo corporativo, redes sociais como o LinkedIn trouxeram novas possibilidades para executivos que desejam trocar experiências, estar atualizados com o que está acontecendo no mercado e interagir sobre as novas práticas nas organizações.
Neste cenário, surgem fenômenos como o Twitter, serviço de microblogs, que ganha novos seguidores diariamente e cada vez mais é utilizado para fins profissionais, por pessoas que querem ampliar e acessar com mais facilidade sua rede de contatos ou se informar e trocar experiências sobre temas que podem ajudar a se desenvolverem profissionalmente.
Para Priscila D´Addio, gerente de Novos Negócios e Relacionamento da Career Center, se utilizadas corretamente, as redes sociais e outros mecanismos on-line podem ser ótimas ferramentas de apoio para o desenvolvimento do profissional. "É possível, por exemplo, seguir o Twitter de empresas, de especialistas ou publicações voltadas para executivos, para saber quais são os temas ou notícias importantes e que trazem relevância a empresa em que atua ou ao seu momento profissional. A partir daí, o profissional pode buscar detalhes da informação de interesse ou trocar ideias e experiências com outros profissionais", explica.
Atenta às possibilidades de relacionamento trazidas pelas redes sociais e às ferramentas que podem colaborar com o desenvolvimento da carreira de profissionais, a Career Center desenvolveu uma comunidade de relacionamento exclusiva para os atuais clientes ou para aqueles que já utilizaram seus serviços. "A comunidade foi desenvolvida para incrementar a rede de contatos dos clientes e facilitar a troca de ideias e informações, seguindo uma metodologia que ajuda a gerar e manter relacionamentos que tenham um valor profissional efetivo, algo que muitas vezes não ocorre nas redes sociais da internet", ressalta Priscila. A Career Center também está presente no Twitter, para levar às redes sociais discussões e conteúdo relacionados ao desenvolvimento de carreira.
De fato, as redes sociais, se bem utilizadas, podem ser muito úteis para fazer networking e para se manter atualizado sobre o mercado. Em alguns casos, o envio de mensagens por meio do Twitter, do LinkedIn, de blogs ou de comunidades pode ser mais uma interessante alternativa ao uso do telefone ou do e-mail, por exemplo.
"Os executivos que se utilizam dos serviços de assessoramento para uma transição de carreira aprendem na Career Center que um dos principais pilares de sustentação de suas carreiras é a administração eficiente da sua rede de relacionamentos. A comunidade da Career Center auxiliará o networking dos nossos clientes", comenta Priscila.
Mas é preciso ter bom senso: caso o profissional não tenha um relacionamento de proximidade com a pessoa a quem quer passar a mensagem, o uso de meios mais formais de comunicação ainda é a forma mais adequada de abordá-la. Afinal, o contato pessoal ainda é a chave do bom networking e do marketing, em que os relacionamentos profissionais são verdadeiramente eficientes e duradouros.
Autoria:
Priscila Gelain D´Addio
Ger. Novos Negócios e Relacionamento
2009

Resiliëncia - exigencia do mundo corporativo

Com as mudanças acontecendo com rapidez, a resiliência torna-se uma competência altamente valorizada.
Na engenharia, o conceito de resiliência pode ser definido como a resistência e flexibilidade de uma edificação, necessária para que ela não desabe com as forças da natureza como furacões ou tremores de terra. Há algum tempo a medicina passou a adotar este conceito para definir a capacidade de um indivíduo se comportar frente as pressões e adversidades da vida moderna, impedindo que elas interfiram negativamente na maneira como ele interage com o mundo.

Atualmente, a resiliência é uma das competências mais valorizadas pelas empresas em seus profissionais. “Hoje, as coisas se movem e se transformam em uma velocidade estonteante, principalmente devido ao crescimento exponencial do conhecimento humano. Essa é uma realidade que veio para ficar e por isso é muito importante aprender a lidar com as dificuldades e aproveitá-las como uma oportunidade de aprendizado e crescimento pessoal”, explica Wanderley Pires, médico e um dos principais especialistas em resiliência no País.

“Profissionais resilientes aumentam significativamente suas oportunidades de desenvolvimento de carreira e por isso damos muita importância a esta competência. Ser resiliente é importante especialmente em tempos de crise econômica, quando a pressão e a incerteza aumentam ainda mais.”, afirma Priscila D’ Addio, gerente de novos negócios e relacionamento da Career Center.

Wanderley Pires destaca que todos os animais têm como reação natural estressar-se diante das mudanças no ambiente, pois na vida selvagem as mudanças normalmente representam ameaças. No entanto, só o homem é capaz de estressar-se pensando em acontecimentos hipotéticos como, por exemplo, a possibilidade de perder o emprego ou não ser bem sucedido em uma determinada tarefa. Em tais situações um profissional resiliente leva vantagem, pois é capaz de encarar os desafios da vida como uma oportunidade de treinamento e desenvolvimento pessoal.

Mas como fazer para desenvolver esta competência? “Existem muitas técnicas que nos permitem praticar e desenvolver a resiliência”, explica Wanderley Pires. “A primeira delas é preparar-se psicologicamente para uma situação futura que você já sabe que trará algum tipo de pressão. Por exemplo: se você sabe que terá uma reunião tensa e decisiva com seu superior, é possível preparar-se com antecedência imaginando os desdobramentos possíveis e procurando manter o auto-controle . Outros fatores essenciais são o autoconhecimento, a autodisciplina, a automotivação, ou seja, as qualidades que nos permitem  lidar com situações de tensão.”

Priscila D’ Addio, gerente de novos negócios e relacionamento da Career Center.

Perfil Empreendedor em Alta


Os profissionais empreendedores estão cada vez mais valorizados nas empresas. Veja mais!
O empreendedorismo tem grande importância econômica e social em qualquer sociedade. Afinal, pessoas empreendedoras criam negócios que movimentam capital, complementam o trabalho desenvolvido pelas grandes empresas e geram empregos. No entanto, o alto número de empresas que fecham as portas logo nos primeiros anos pode indicar uma falta de preparo por parte de muitos empreendedores. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 27% das empresas encerra suas atividades depois de apenas um ano.
Assim, não basta apenas ter a vontade e a disposição de abrir um negócio próprio: isso não garante o sucesso do empreendimento. Tão ou mais importante é ter perfil de empreendedor. É preciso ter disposição de aprender habilidades e competências fundamentais para que a empresa possa prosperar e crescer. Além disso, o empreendedorismo é também uma característica cada vez mais valorizada em empresas já constituídas, que querem contar com profissionais com esse perfil em seus quadros – o que faz ser ainda mais importante identificar e desenvolver esta característica.
A partir desta avaliação, é possível orientar uma pessoa que deseja criar um negócio próprio ou um profissional que quer se destacar dentro da empresa na qual trabalha, colocando em prática ações para o desenvolvimento de habilidades fundamentais para um empreendedor de sucesso. Identificar o perfil empreendedor é uma das principais etapas de um trabalho de transição de carreira.
Dentro das empresas, os empreendedores são aqueles profissionais que estão sempre dispostos a colocar em prática novos projetos, gerando melhores resultados. Para tornar-se um empreendedor, é preciso sentir a necessidade de realizar coisas novas, estar disposto a correr riscos, ser persistente e preparar-se com antecedência antes de começar um novo negócio ou projeto. Intuição, convicção, inovação, autoconfiança e gosto por mudanças estão entre as características mais marcantes de um empreendedor.
Mas, como explica Batista Gigliotti, da Fran Systems Consultoria, o empreendedor precisa ter alguns cuidados importantes. Controlar a ansiedade, ter atitude profissional e escolher bem os sócios (ou parceiros de trabalho) são cuidados essenciais. Além disso, é preciso ter equilíbrio emocional e pensamento positivo (mas não irreal) e acordar todos os dias apaixonado pelo seu negócio.  Assim, o planejamento e a análise dos diferentes fatores que podem afetar um novo projeto ou empreendimento devem ser realizados com muito cuidado.
O sucesso de um empreendedor também depende de sua organização, da capacidade de tomar decisões acertadas e de sua capacidade de liderar. Outro ponto fundamental: um profissional inovador não é necessariamente um empreendedor. O empreendedor não se limita a trazer ideias novas: ele as transforma em resultados, por meio de estudos e planejamentos aprofundados, que permitem colocar em prática ações concretas.
Por tudo isso, em um cenário em que o principal diferencial competitivo das empresas são as pessoas, contar com profissionais empreendedores torna-se cada vez mais estratégico para as organizações. A inquietação e o dinamismo que estes profissionais imprimem dentro de suas equipes é muito importante para que a empresa esteja sempre em movimento, buscando e aplicando constantemente novas soluções, que garantam melhores resultados.

http://br.hsmglobal.com/notas/53291-perfil-empreendedor-em-alta

Por Priscila D´Addio (gerente de Novos Negócios e Relacionamento da Career Center, empresa especializada em RH e Gestão de Carreira)
HSM Online
01/07/2009

Cresce participação das mulheres no mundo dos investimentos - Site Como Investir

Edição 63 - 16/6/2010 

 
Há dez anos, somente 20% das mulheres possuíam algum investimento. Atualmente este número já está na casa dos 46%.

Quando falamos de investimentos e formas de lidar com dinheiro, não há dúvidas sobre a existência de diferenças entre homens e mulheres. Uma boa notícia é que as mulheres estão cuidando cada vez mais do seu dinheiro, ou pelo menos caminhando nessa direção, informa a diretora de operações da FinPlan, a Priscila D´Addio.
Pesquisas recentes mostram que, há dez anos, somente 20% das mulheres possuíam algum investimento. Atualmente este número já está na casa dos 46%. A entrada tardia das mulheres no mercado de trabalho e a recente função de provedora das famílias são fatos que explicam esses números menos expressivos. Culturalmente, as mulheres recebiam dos seus maridos o dinheiro específico para os gastos com a casa e a família durante a semana. Hoje em dia disputam com os homens os melhores lugares para trabalhar.
Priscila aponta ainda uma pesquisa realizada pelo HSBC que mostra que as mulheres conseguem administrar sozinhas as preocupações financeiras de curto prazo, mas elas dependem do homem numa visão de longo prazo. “O curto prazo, o orçamento doméstico, ela administra bem. Quando começa a pensar no futuro, leva a questão para que o homem decida”, afirma.
Um levantamento da Sophia Mind – empresa especializada em análise de comportamento feminino – mostra que o principal motivo de investimento das mulheres é a compra ou reforma de um imóvel (41%), enquanto 15% se preocupam com a aposentadoria e só 5% investem em ações. O que reforça uma visão mais focada no curto ou médio prazo e menos arriscada.
Entre os produtos procurados, 73% das mulheres que investem utilizam a poupança e somente 18% investem em previdência privada, reafirmando o seu perfil mais conservador.
Mas a consultora financeira aposta na mudança deste quadro nos próximos anos, principalmente pela atitude de buscar informações adequadas para garantir a presença feminina no mercado financeiro. Leia a seguir trechos da entrevista com a diretora de operações da FinPlan, Priscila D´Addio.
Como Investir – O fato de a mulher ter investimentos mais conservadores indica também que elas têm uma visão de longo prazo?
Priscila - O perfil conservador não significa necessariamente poupança. A mulher investidora pode ter alguma coisa na poupança, na Bolsa e em fundos, em percentuais pequenos. Isso caracteriza um investimento de longo prazo, porque ela não pensa em carteiras para multiplicar o dinheiro. O que difere bastante do perfil norte-americano, por exemplo, baseado no ciclo de vida. Quando se é jovem você tem um percentual maior em investimentos arriscados, quando se é mais maduro você busca manter os investimentos para usufruir mais tarde. Aqui não temos isso, principalmente porque o mercado de ações começou a ser explorado há poucos anos, o acesso era difícil. Sob esse ponto de vista, o perfil conservador pode indicar o longo prazo.
Como Investir - Quais as principais dúvidas e questões apresentadas pelas mulheres em seu trabalho de consultoria?
Priscila - Das mais básicas às mais elaboradas. Algumas indicam que têm determinado recurso disponível e querem sugestões do que fazer dentro de três anos. Outras querem ser mais ousadas, outras se mostram preocupadas em ter todo o investimento na poupança. Recomendamos aspectos diferentes para cada caso.
Como Investir – Muitos consultores dizem que as mulheres são líderes na hora de buscar a consultoria financeira e algumas vezes são as responsáveis por levar os maridos ou colegas de trabalho.
Priscila – Exatamente. Elas querem ter acesso à informação. Podemos fazer um paralelo da situação quando estamos em um carro com um homem que está perdido e se recusa a pedir informação. A mulher é a primeira que para e pergunta. A mulher é mais participativa, se permite isso. Depois, munida de informações e segurança, ela divide com a família.
Como Investir - Todo mundo que é conservador está com dinheiro na caderneta de poupança?
Priscila - Depende. A poupança pode ser o melhor investimento para um tempo curto. Depende do que você quer fazer. Hoje desmistificamos o produto em relação ao perfil do investidor. Pode ser que tenha aquele recurso mantido ali agora porque está destinado ao curto prazo. Isso não configura um perfil necessariamente conservador.
Como Investir – Neste sentido, a análise do perfil do investidor é uma aliada?
Priscila – É um instrumento que traz avanço para o mercado. Ocorreu primeiro uma preparação dos profissionais do mercado através das certificações e, agora, o consumidor final tem à sua disposição esta prática que é de grande interesse. Sempre lembrando que o importante é ter uma visão geral dos investimentos. O gerente da conta ou profissional ligado a uma instituição financeira lhe dará o panorama parcial.

http://www.comoinvestir.com.br/boletins-e-publicacoes/boletim-como-investir/Paginas/cresce-participacao-das-mulheres-no-mundo-dos-investimentos.aspx

Medida de riscos - Revista Razâo de Investir

A aplicação de regras de suitability, em vigor desde janeiro último, é bem recebida pelo mercado

A redução na rentabilidade dos fundos de renda fixa e a queda nas taxas de juros estão fazendo com que cada vez mais investidores procurem aplicações de risco para aumentar o patrimônio. Essa tendência criou um desafio para os bancos de varejo: calibrar a venda de produtos financeiros à efetiva disposição para o risco de cada cliente. Desde o início deste ano, os interessados em aplicar recursos em fundos de ações, multimercados ou de crédito privado são submetidos à Análise de Perfil do Investidor (API). 
A iniciativa foi da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Tem como base o Código Anbima de Regulação e Melhores Práticas para Fundos de Investimentos, que, em janeiro de 2008, passou a exigir a adoção de regras de suitability (que pode ser traduzido por adequação), metodologia largamente utilizada na Europa, Ásia e, principalmente, nos Estados Unidos, onde metade dos investidores convive bem com os investimentos de risco. “Tudo na vida é evolução e a API responde à evolução das necessidades dos investidores”, afirma Marcos Villanova, coordenador da Comissão de Distribuição de Produtos de Varejo da Anbima.
 
A Análise de Perfil do Investidor é feita por meio de questionário elaborado pelos bancos com perguntas relacionadas à idade, experiência em investimentos, horizonte de aplicação, finalidade, valor aplicado e tolerância a risco do investidor. Cada resposta corresponde a uma nota. No Santander Brasil, por exemplo, todos os clientes que solicitam aplicações iniciais em fundos que envolvem risco são submetidos a um questionário com sete perguntas e, dependendo da resposta, são classificados em três categorias de investidor: conservador, moderado ou arrojado.
 
 
O conservador tem baixa tolerância a risco, já que pode necessitar de recursos no curto prazo. Os investimentos, portanto, devem ser igualmente conservadores. O moderado busca retorno diferenciado no médio prazo e está disposto a correr algum risco. Tem baixa necessidade de liquidez no curto prazo e disponibilidade para diversificar suas aplicações em alternativas arrojadas. Mas, também para estes, o banco não recomenda a aplicação diretamente no mercado de ações.
 
O investidor de perfil arrojado tem alta tolerância a risco, baixa ou nenhuma necessidade de liquidez no curto e médio prazos e está disposto a aceitar oscilações do mercado. Estes estão aptos a aplicar uma parcela maior do patrimônio em fundos multimercados e de ações, conjugados investimentos conservadores. Definido, o banco está pronto para sugerir uma carteira de aplicações adequada ao investidor.
 
“Para alguns fundos de renda variável, renda múltipla ou crédito privado, o questionário é obrigatório. Trata-se de um investimento de risco moderado a arrojado”, explica Leandro Bren, superintendente do Asset Management do Santander.
 
Cada banco criou sua própria metodologia, utilizando como referência o Código da Anbima. O questionário utilizado pelo Banco do Brasil na Análise de Perfil de Investidor, por exemplo, tem oito perguntas, por meio das quais classifica clientes nas categorias conservador, moderado e arrojado. O do Bradesco tem oito questões para identificar cinco cate­gorias de investidor: conservador, moderado sem renda variável, moderado com renda variável, dinâmico e arrojado.
 
Villanova explica que o investidor poderá optar por preencher o questionário novamente sempre que tiver alguma alteração em seu perfil e os bancos se comprometerem a atualizar o questionário periodicamente. Se o investidor não concordar com o perfil estabelecido a partir de suas respostas e quiser investir num fundo teoricamente não recomendado, deverá assinar um termo declarando ter ciência dos riscos que está assumindo.
 
A verificação da adequação do perfil ocorre em dois momentos: a cada nova aplicação e mensalmente, por meio dos extratos que indicam a compatibilidade de aportes aos fundos elegíveis na análise. 
 
O Santander Brasil ainda está avaliando até que ponto a análise de perfil influencia, efetivamente, a decisão de investimento. “A maior parte ainda é renda fixa de DI. Mas já há diversificação para multimercados e renda variável como reflexo da queda na taxa de juros”, adianta Bren. Mas a análise já inspirou o banco a lançar um novo produto no mercado: um investimento de capital protegido. “A aceitação é muito boa. Trata-se de uma aplicação para clientes de perfil moderado: ele investe, tem diferentes cenários de rentabilidade e, ao final do período principal, está protegido. É uma boa forma de iniciação no mercado de renda variável. E pode ajudar também os clientes de perfil mais conservador.”
 
O Itaú Personnalité já fez as contas e constatou que o percentual de clientes que corriam menos risco do que o sugerido por seu perfil já caiu nos últimos dois meses. Entre janeiro e fevereiro, o número de clientes que arriscavam menos do que poderiam caiu de 40% para 26%.
 
A Anbima garante que a Análise de Perfil de Investimento está tendo uma boa aceitação no mercado. “É um serviço que não custa nada e ajuda o cliente a alocar recursos num portfólio de maior rentabilidade”, argumenta Villanova. Os investidores, diz ele, têm seguido as avaliações da API para ganhar mais, com menos risco. “Trata-se de um jogo de ganha-ganha, já que essa metodologia traz benefícios também para os bancos e para os assets. Estamos todos amadurecendo juntos.”
 
A mesma metodologia passará a ser utilizada, em breve, pelas corretoras de valores, cujos clientes deverão responder a um questionário para definir o perfil de investidor. De acordo com Villanova, a data para a implantação do serviço ainda não está definida.
 
Algumas empresas de planejamento financeiro, como, por exemplo, a Finplan, já utilizam esse modelo para alicerçar a carteira de investimentos dos clientes. “Trata-se de uma prática muito positiva para o investidor, pois garante mais segurança de que o produto é o mais adequado ao seu perfil e às suas necessidades”, afirma Priscila D’Addio, diretora de operações da Finplan.
 
 
Às perguntas básicas, a Finplan agrega outras questões por meio das quais pretende medir a tolerância ao risco. “É preciso ter uma percepção da reação do investidor do ponto de vista emocional. Se houver desvalorização, ele entrará em desespero?”, justifica Priscila. “A partir de seu perfil, desenvolvemos carteira de investimentos, orientando sua vocação.” Ela identifica uma atitude “mais proativa” entre investidores mais jovens. Mas afirma que ainda prevalece “uma certa inércia” no que se refere aos investimentos: algumas vezes a decisão do investidor pode ser influenciada por fatores externos ao mercado, como, por exemplo, a alíquota do Imposto de Renda. “Se ele constatar que vai mudar de alíquota, pode deixar para depois.”

Minha entrevista sobre Analise do Perfil do Investidor - UOL